Skip to content Skip to sidebar Skip to footer

Armanda Passos

Armanda Passos nasceu a 17 de fevereiro de 1944 no Peso da Régua, por vontade da sua avó materna, mas poucos dias depois foi para o Porto, onde cresceu, estudou e viveu toda a sua vida. Licenciou-se em Artes Plásticas pela Escola Superior de Belas Artes do Porto (atual FBAUP), destacando-se na área da Pintura sob a orientação de Júlio Resende. Durante os estudos, foi convidada por Ângelo de Sousa para ser monitora de Gravura, disciplina que lecionou durante quatro anos.

A sua carreira artística iniciou-se em 1976, com a sua primeira exposição individual no Museu de Aveiro. Desde então, expôs regularmente em Portugal e no estrangeiro, em locais como Londres, Genebra e Nova Iorque. Representou Portugal em eventos internacionais como a V Biennal of European Graphic Art (Heidelberg, 1988) e a Exposition Internationale de la Gravure – Intergrafia 91 (Katowice, 1992). Foi homenageada em vida pela Universidade do Porto nas comemorações do seu Centenário (2011) com duas exposições dedicadas exclusivamente ao seu trabalho.

O seu percurso artístico destaca-se pelo imaginário único e pela criação de figuras femininas e animais de formas simbólicas, recorrendo a cores vibrantes e técnicas inovadoras, como a serigrafia. Mantendo-se sempre independente e alheia a movimentos artísticos, a sua obra ganhou reconhecimento pela sua singularidade e força expressiva. Escritores e críticos como José Saramago, Vasco Graça Moura, Urbano Tavares Rodrigues e Mia Couto escreveram sobre a profundidade do seu trabalho.

Ao longo da sua carreira, recebeu importantes distinções, incluindo a Comenda da Ordem do Mérito (2012) e diversos prémios, como o Prémio do Ministério da Cultura (1984) e o Prix Octogne (França, 1997). As suas obras integram algumas das mais prestigiadas coleções nacionais, como o Museu Nacional de Arte Contemporânea, Fundação Calouste Gulbenkian, Museu de Serralves e Museu do Douro, onde deixou um importante conjunto de obras.

Em 2005, idealizou e construiu a Casa Armanda Passos, no Porto, projetada por Álvaro Siza, como um espaço para preservar e divulgar a sua arte. Lutando contra o cancro, faleceu a 19 de outubro de 2021, em casa, acompanhada pela filha, Fabíola, e pelo seu cão Goji. O seu último desenho foi gravado na capela onde se encontra sepultada, no Cemitério da Lapa, no Porto.

A título póstumo, foi distinguida com o grau de Grande-Oficial da Ordem Militar de Sant’Iago da Espada (2022), e um ano após a sua morte, recebeu uma grande retrospetiva na Fundação Champalimaud, reafirmando a sua relevância no panorama artístico português.

Carrinho0
Carrinho0
Carrinho0